domingo, 31 de julho de 2011

QUENTINHA! - Brasil vence a Austrália e é bronze no Mundial Sub-19 de Basquete Feminino

      Apesar de perder a semifinal para os Estados Unidos no sábado à noite, em Puerto Montt, o Brasil não desanimou na decisão do bronze e venceu as australianas por 70 a 67. Mais uma vez, Damiris Dantas foi o grande nome da seleção brasileira, marcando 26 pontos, e confirma a marca de cestinha e da maior reboteira da competição.
     Na final, realizada poucas horas depois,  a seleção dos Estados Unidos, com "várias Damiris Dantas" jogando em equipe, venceu facilmente a Espanha por 69 a 46, e conquistou o título do torneio.
      Pensando mais à frente, dá para se montar um time forte para a disputa das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, e quem sabe, possamos descobrir alguém com o nível de Hortência, Paula e Janete, as principais estrelas da geração mais vitoriosa do basquete feminino do nosso país.

Quando acontece algo diferente, o que dizer?

       Tradicionalmente, há um costume entre o público esportivo do Brasil de se valorizar apenas o 1º lugar, e o 2º lugar "não é nada". Um dos maiores ídolos do esporte brasileiro, o piloto Ayrton Senna, chegou a dizer em uma ocasião que "o segundo era o primeiro dos últimos". Nas Olimpíadas de Sydney, no ano 2000, o Brasil ganhou 12 medalhas, mas nenhuma era de ouro, o que gerou uma sensação de fracasso e derrota entre as pessoas que vivem o esporte no país, tendo gente na imprensa dizendo que o "sangue latino" do brasileiro causava ansiedade em excesso no povo brasileiro (críticos cagões!) em contraste com o sangue europeu ou anglo-saxão. Mas o contrário também acontece. 
       No Mundial de Esportes Aquáticos, que ocorreu em Xangai, na China, e acabou neste fim-de-semana, o Brasil conquistou a sua melhor posição na história da competição: 4º lugar. E conquistando 4 medalhas de ouro "apenas". Duas medalhas são de César Cielo, uma de Felipe França, e Ana Marcela Cunha ganhou na Maratona Aquática de 25 km.  

 Confira os dez primeiros países do quadro de medalhas do Mundial de Xangai:

PaísOuroPrataBronzeTotal
1. EUA17   6  932
2. China15 13   836
3. Rússia8  6  418
4. Brasil4  0  04
5. Itália3  4  29
6. Grã-Bretanha3  3  06
7. Austrália2 10  416
8. França2  4  511
9. Grécia2  1  14
10. Holanda2  1  36
   Fonte:  Portal Globo.com

     É bom  para a natação brasileira, com certeza, ter atingido uma marca importante, superando grandes potências dos esportes aquáticos, como Austrália, Itália e Holanda. Mas, mesmo assim, acende-se um sinal de alerta para os esportes aquáticos no Brasil.  
     Atualmente, o Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos ocorre todos os anos, com exceção dos anos que há as Olimpíadas. O Brasil, especialmente após as medalhas (1 ouro e 1 bronze) de César Cielo em Pequim, está em franca ascensão apenas na natação. Houve alguma evolução nos saltos ornamentais, com Juliana Veloso, César Castro e Hugo Parisi, mas ainda estamos longe dos principais países neste esporte. O nado sincronizado ainda mostra pouca força e o pólo aquático é extremamente amador no país, tendo grandes jogadores se naturalizando para competir por outras seleções, vendo-se a falta de estrutura para se viver deste esporte no Brasil. O resultado do Mundial de Xangai mostra que estamos no "caminho certo" para estabilizar a estrutura de um esporte vencedor no país, mas as poucas medalhas, na contagem geral, mostra que investir na formação de um número cada vez maior de atletas para, a partir daí, selecionar gente de nível técnico elevado pra competir ainda se faz necessário.
   Para terminar, temos um bom time para Londres-2012, mas ainda estamos longe do ideal. 






sábado, 30 de julho de 2011

QUENTINHA! - Brasil vence Rússia no Mundial Feminino Sub-19 de basquete e é semifinalista

   Enquanto o basquetebol masculino do Brasil anda capenga há anos, sem fazer boas campanhas em torneios intercontinentais há muito tempo, a seleção feminina (pelo menos nas categorias de base) dá sinais de recuperação, após uma má campanha no Mundial Adulto ano passado. A Seleção Brasileira Sub-19, que está jogando o Mundial do Chile, venceu a Rússia nesta noite de sexta-feira, na cidade de Puerto Montt, pelo apertado placar de 73 a 71, e já está entre as quatro melhores seleções da competição. 
    Com uma maior consistência na defesa (12 roubadas de bola do Brasil contra 4 da Rússia) desde o início de jogo, e com a destaque da seleção, Damiris Dantas, em noite inspirada (23 pontos e 17 rebotes), o Brasil só se viu ameaçado pelas russas no terceiro quarto, quando a vantagem verde-amarela caiu para apenas 2 pontos de diferença. Mas o Brasil manteve a vantagem até o final do jogo e garantiu a luta na briga por medalhas. Já fizeram mais que a Seleção Masculina da categoria, que há um mês atrás, na Letônia, ficou apenas em 9º lugar.

                                                        Foto: 2011 FIBA U19 World Championship for Women - Website

        Damiris Dantas (foto) é a maior cestinha da competição até aqui, com uma média de 22 pontos por jogo, e é também a maior reboteira, com aproximadamente 15 rebotes por partida.  A central de 1,92 m de altura, que joga no time do COC/Jundiaí, está cotadíssima para ser a melhor jogadora do torneio, e já defendeu a seleção principal do Brasil, sendo reserva no Campeonato Mundial Feminino, ano passado, na Rep. Tcheca.
       Neste sábado, às 22 hs (horário de Brasília), o Brasil joga a semifinal com a seleção do Estados Unidos, na mesma Puerto Montt, e se vencer, jogará a final domingo, dia 1º de agosto, contra as vencedoras do confronto entre Espanha e Austrália.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Por que o Neymar não faz na seleção o mesmo que no Santos?

       Falar da épica partida que acabou com a vitória do Flamengo sobre o Santos por "inacreditáveis" 5 a 4 na noite da última quarta-feira (27/07) seria repetir o que todo mundo já diz. Enquanto alguns craques estão voltando ao status de referências do esporte, como Ronaldinho Gaúcho (marcou três gols neste jogo) e, bem menos, Thiago Neves, Neymar, atacante do Santos, confirma a boa fase marcando dois gols e dando assistência para um dos gols de Borges, também voltando a ser o goleador dos tempos de São Paulo. Mas, voltando a falar do jovem Neymar, por que que ele não brilhou assim na Copa América pela Seleção Brasileira?
       Neymar deu um show na Vila, especialmente no seu primeiro gol, quando deu um baita drible em cima de Ronaldo Angelim, e tocou sem chance para o goleiro Felipe. Marcou o quarto gol do Santos após bela enfiada de Léo. E ainda teve a humildade, mesmo jogando bem, de reconhecer que o ressurgido Ronaldinho Gaúcho é um gênio do futebol. Mas ainda fica uma ponta de questionamento sobre o garoto. Não acerca de seu talento, mas sob seu interesse em ajudar a seleção brasileira. Pouca idade ( Neymar tem 19 anos de idade) seria desculpa? Não pode ser, pois Cristiano Ronaldo estreou com a camisa da seleção de Portugal com 19 anos e defendia sua seleção até com mais afinco e presença em campo do que hoje em dia. Ronaldinho Gaúcho, que parece ter voltado a ser o gênio dos tempos de Barcelona e dos títulos com a seleção brasileira, estreou na seleção também com 19 anos e marcou um gol na estreia que até hoje ficou na memória dos fãs do esporte, especialmente no Brasil com a narração do Galvão Bueno dizendo 'Olha o que ele fez, olha o que ele fez...'. E isso sem mencionar um tal de Pelé que se tornou titular da seleção e ganhou a Copa do Mundo já com 17 anos. Agora, o Neymar, por mais talento que ele tenha, está recebendo um 'mimo' que é desproporcional ao que ele apresentou até agora. Muita mídia em cima do rapaz, muita criança querendo "imitar" ele, atingiu o sucesso muito rápido na vida, assédio das meninas, enfim, tudo que o faz ser estrela muito jovem pode estar mexendo demais com a cabeça dele ao defender a seleção brasileira. A impressão que passa é que ele está brincando mais do que jogando com a camisa da seleção canarinho. E quando erra, ainda tem um Robinho da vida que passa a mão na cabeça dele.
        Não é desejando mal ou torcendo contra ele. Mas ainda falta 'algo a mais' para ele se tornar ídolo a nível nacional, e não apenas no Santos, clube que o projetou para o futebol brasileiro. Em especial, boas atuações com a camisa da seleção Canarinho. 

domingo, 24 de julho de 2011

MOMENTO ALVINEGRO, EH!!!

   Foto de Loco Abreu, no pódio do título uruguaio na Copa América, com a bandeira do Glorioso. É a retribuição do ídolo ao clube que defende e é a principal estrela.

    É O LOCO ABREU!!!
    É O LOCO ABREU!!!
    É O LOCO ABREU!!!
   
   

URUGUAI, campeão da Copa América 2011! A única seleção que mereceu o título

     Em um torneio tão decepcionante quanto ao nível técnico, a seleção do Uruguai foi a única que mostrou empenho e determinação necessários, aliados a um futebol bonito, com bom passe e técnica bem apurada, para conquistar a Copa América na Argentina. Enquanto as tradicionais seleções do Brasil e da Argentina não demonstraram nem mesmo interesse para ganhar a competição, o Chile que apostava no novo reforço do Barcelona Alexis Sanchez só fez 'o papel de sempre', o vice-campeão Paraguai só voltou a mostrar força no sistema defensivo, e as demais seleções não tinham muito a mostrar, o Uruguai levou a mesma base que foi 4º lugar na Copa do Mundo da África ano passado, e com aquela 'raça uruguaia' que se mostrou marca da história futebolística da seleção Celeste, o Uruguai venceu o Paraguai no jogo final por 3 a 0 no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, confirmando o "esperado" título do torneio, com dois gols de Forlán e um de Luís Suárez, eleito no final do jogo como o Melhor Jogador do Torneio.
      O novo "dono da América do Sul" superou a Argentina em número de títulos da competição (15 a 14), e ainda deu prova de que pode fazer mais no futebol, confirmando de vez a volta ao grupo das grandes seleções do futebol mundial. Com um grupo que mescla jogadores jovens, como o zagueiro Coates e o meio-campista Nicolas Lodeiro, e jogadores bastante experientes, como Diego Forlán, o zagueiro Diego Lugano e os atacantes Edinson Cavani e Sebastián 'Loco' Abreu, além de sucessos recentes nas categorias de base do país, o Uruguai mostrou tudo que se espera de um time vencedor: garra, objetividade... e algo que muitas pessoas da seleção brasileira estão perdendo ou nunca tiveram, humildade. Isso faz também que a seleção uruguaia crie um bom número de fãs também no Brasil, pois além das afinidades que há entre os dois povos, muitos ídolos da seleção uruguaia jogam, jogaram ou têm alguma história ligada a algum clube importante do nosso futebol.
     Parabéns, Uruguai, pela conquista e por nos mostrar que, em certas ocasiões, dá para o "pequeno se tornar grande"! 

sábado, 23 de julho de 2011

CRÔNICA - Numa decisão que parece VINGANÇA, FIFA bane do esporte rival de Blatter.

     Quem acompanha futebol, sabe que a política que acontece em seus bastidores tira muito do brilho que o esporte desperta, ou pelo menos despertava, nas pessoas. E neste sábado, mais um capítulo patético de pendenga política chama a atenção do mundo do esporte. O banimento de Mohammed Bin Hamman, presidente da Confederação Asiática de Futebol, de atividades ligadas ao futebol.
     O dirigente do Catar foi acusado, em um julgamento bastante duvidoso, de ter subornado dirigentes do futebol do Caribe durante as últimas eleições para a presidência da entidade. O dirigente, de 62 anos, disse pela Web que já esperava essa decisão, alegando que há uma campanha universal dentro da FIFA para garantir sua condenação e afastá-lo da entidade. Ainda há como o catariano recorrer ao Tribunal Arbitral do Esporte ou à Justiça comum.
     Não é querendo afirmar que o árabe recém-banido seja idôneo ou não cometa atitudes ilícitas, mas pela falta de crédito que a FIFA tem hoje em termos de transparência e gerenciamento, o Blatter não fica pra trás. Quando foi decidido em dezembro do ano passado que Rússia e Catar sediarão as Copas de 2018 e 2022, respectivamente, houve inúmeras denúncias de dinheiro irregular para vários dirigentes que votassem em algumas candidaturas, sendo as acusações da candidatura inglesa as mais conduntentes, pois disseram que a FIFA teve má conduta durante a disputa, e ainda utilizaram uma matéria do Sunday Times, que mostrou dois dirigentes da entidade recebendo um milhão de euros para votarem pela candidatura do Catar. Acordos da federação internacional com empresas de materiais esportivos sempre levantaram suspeitas, e com Joseph Blatter na presidência, essas desconfianças só ganharam mais força, e quando há falta de transparência entre os dirigentes de uma instituição, independentemente da atividae que ela representa, podem ter certeza: medidas radicais são meras picuínhas, e não bons exemplos.